Monday, August 11, 2008

O último episódio

No dia da chegada, fui jantar ao Skiper, simpático bar na marina de Cascais. E claro, que já não me apeteceu ir a casa. Fiquei no Velox nas arrumações e a curtir as memórias destas férias.


No dia seguinte fui a casa de comboio buscar o carro. Mas ao chegar esperava-me uma surpresa: Tinha a casa cheia de bichos – um pouco maiores do que pulgas, mas a cobrir o chão e os tectos de todas as divisões, mesmo na varanda da cozinha, do lado de fora.
Recurso de emergência ao Baygon e regressei para bordo, não chateado, mas para aproveitar a continuação inesperada duma estadia que vinha sendo gratificante.


Só por volta das 15 horas do dia seguinte é que consegui abandonar o Velox. Confesso que nunca uma separação assim me custou tanto…

Friday, August 8, 2008

O regresso (parte 2)


Dia 6 de Agosto

Todas as vezes que tenho feito esta etapa, tenho saído molhado ao rondar o cabo Espichel. Desta vez, resolvi inovar: passar o Espichel bem longe dele. E resultou.
Mas esta estratégia trouxe alguns problemas à minha “correspondente em terra”, que devido ao meu afastamento da costa, esteve sem comunicações até quase à minha chegada. Eu também me esqueci de lhe referenciar que em casos destes há sempre a possibilidade do recurso ao serviço de “Lisboa Rádio”, que nos põe em contacto via VHF. Também não quis recorrer a este serviço, não fossem os preparativos da ligação lhe pregarem um valente susto.
O início da jornada foi sem vento e, contrariamente à antevéspera, com pouca ondulação. Vim a motor até às 10h56, altura que entrou vento, que foi subindo e rondando até estabilizar nos 14 nós, pelo que vim no primeiro rize quase o tempo todo.
Ao passar a barra Sul de Lisboa, as cenas habituais de quase não ter espaço para a transpor. Um comboio de 3 grandes navios a tapar a passagem, que teve que andar por ali precisamente na altura em que eu queria passar.
A influência da corrente do rio a desregular as velas e a fazer perder rendimento é outro fenómeno habitual a que já estou habituado. E por fim, a nortada rija quando se chega às portas da marina.
Jornada de novo pródiga em avistamento de golfinhos, que desta vez não tiveram direito nem a fotos nem a filme. Preferi observa-los. Assinalei o local e a hora destes encontros no mapa. De notar, que o último avistamento teve lugar mesmo à chegada à marina, quando eu já andava a pôr as defensas.
Às 19h47 estava amarrado na Marina de Cascais, depois dum mês de férias em que naveguei 474,3 milhas, das quais fiz 50,1 horas a motor e em que partilhei o VELOX com imensos amigos.

Thursday, August 7, 2008

O regresso (parte 1)


Dia 4 de Agosto

A data de 4 para o meu regresso tinha sido escolhida há bastante tempo. Subir a Costa Vicentina no verão pode ser tarefa dura. A nortada que fustiga a zona e que provoca vaga, pode tornar a tarefa de navegar para Norte complicada.
Há anos que uso um algoritmo que não me tem deixado ficar mal: Depois da lua nova, no dia em que a maré na ria de Aveiro, junto à Costa Nova, está cheia perto das 19 horas, costumam estar reunidas as condições para ter bom tempo com vento fraco. Assim escolhi o 4 de Agosto e apesar dos valores não abonatórios das previsões a longo prazo dos especialistas meteorológicos, mantive a data. Com o decorrer dos dias estes mesmos especialistas foram chegando à minha conclusão.

A opção de fazer essa mesma costa de noite, é uma solução já testada e que se tem mostrado válida, uma vez que de noite o vento tem tendência a acalmar.
A opção de vir sozinho resultou de vários condicionalismos. A bordo, como equipa, terá que vir alguém que adivinhe os nossos pensamentos. Estão nestas condições o Miguel, o Barreto e o Nuno. Todos eles, nesta altura estavam indisponíveis. Ainda quiseram arranjar-me um casalinho novo, amantes das motos de água mas que nunca tinham andado à vela, que eu liminarmente recusei face ao exposto. Seria um estorvo em vez de uma ajuda.
Por outro lado, eu estava suficientemente “amarinado” depois destes dias todos a bordo e andar sozinho tem sido o que tenho feito toda a vida, pelo que tal etapa não me fazia confusão. Conheço bem o barco, sei dar nós atrás das costas, movimento-me bem a bordo, não enjoo, e a regulação das velas, mesmo na plena escuridão da noite, faço-o pelo ouvido e por saber onde estão as coisas. E foi o caso, pois tive que içar e arrear as velas várias vezes, incluindo o rizar, que tudo fiz direitinho sem pressas nem atrapalhações


Mas eu não vinha sozinho a bordo.
Em primeiro lugar, vinha comigo “o preto”, computador dedicado, que através de uma panóplia de instrumentos comunica comigo e que toma conta do leme entre outras coisas;
Depois, o “Roca Control”, sistema de vigilância do tráfego marítimo, a funcionar desde Janeiro e que me vinha a monitorar desde a Ponta da Piedade, que me perdeu junto a S. Vicente, talvez porque não tivesse percebido que aí passei a andar à vela e como tal abandonei a rota directa para Sines. Voltou a contactar-me e tudo ficou esclarecido e fiquei de novo sob vigilância;
Os meus “correspondentes em terra”, com uma especial referência para a Teresa, impecável na sua função, e que até às quatro e meia da manhã me contactou para saber como iam as coisas a bordo a essa hora;
O “dispositivo de homem morto”, que de meia em meia hora me pedia a confirmação de que eu ia acordado;
O firmamento, totalmente estrelado e sem lua, com uma via láctea como há muito não via e onde contei 3 estrelas cadentes. Tal profusão era suficiente para me iluminar o caminho e tudo o resto a bordo;
E por fim a Antena 2.

Uma novidade para mim: A partir das 4 da manhã fui surpreendido por um fenómeno de que já tinha ouvido falar, mas que nunca tinha vivido. Numa noite impecável parecia-me que já estava mesmo a chegar a Sines. As chaminés da Petrogal e da EDP quase ali, as luzes do Porto de Sines, o casario bem recortado, os barcos ancorados no exterior do porto todos iluminados, os tanques de combustível, tudo ali à mão de semear. Mas os instrumentos davam-me junto a Vila Nova de Mil Fontes, portanto, bastante longe ainda. E a costa aqui tão perto que me fez fazer um bordo para o mar por questões de precaução. Com a chegada da manhã e da claridade do dia, tudo foi de repente parar ao seu devido lugar tendo inclusivamente deixado de ver as casas de Sines.
Numa noite limpa, sem neblina nem humidade, as velas a trabalhar tiveram uma função desconcertante: Condensavam água, que escorria por elas abaixo caindo como chuva no convés como se fosse uma noite de inverno. Tudo ficou molhado e peganhento. Só a mangueirada em Sines resolveu o problema.


Em resumo:
Larguei de Lagos às 11h10 do dia 4.
De Lagos a Sagres, vento zero e mar de azeite. Fui a motor.
De Sagres a S. Vivente, a bordoada do costume, com vento pelos 25 nós e mar cavado. Continuei a motor.
Depois de S. Vicente, o vento passou para valores razoáveis. Passei a andar à vela. Mas o mar estava desagradável: vaga curta e de 2,5 m, um pouco desencontrada – ideal para quem tem tendência a enjoar.
Um pouco acima de Aljezur, à meia-noite e vinte e três, o vento desapareceu. Passei de novo ao motor e recolhi as velas.
Às 4 e 13 da manhã voltou o vento e passei de novo à vela.
Às 8h34 o vento desapareceu outra vez e fui a motor até Sines.
Às 10h16 estava a meter gasóleo no cais do combustível (o novo concessionário deste serviço queria à viva força que eu metesse gasolina sem chumbo 95, pois tinha baralhado as mangueiras. Foi uma sorte eu ter recusado meter gasóleo com uma ponteira verde).
Às 10h21 estava amarrado.
Lavado o barco, tomei um banho e fui dormir. Acordei com o telemóvel. Eram os Torrados, que convenci a aparecerem para um bate papo e para jantarmos juntos pelas tasquinhas da Av. Vasco da Gama, já minhas conhecidas. Aceitaram de bom grado e foi um bom fim de jornada.

Tuesday, August 5, 2008

O VELOX também pode ser “uma seca”



Dia 3 de Agosto

Largámos cerca das 10 horas. Em Portimão esperava-nos o meu amigo, ex aluno de umas graças de vela que eu contei em 2002 no Clube e hoje meu fiscal das contas, Carlos Góis.
O Objectivo era darmos uma volta e ir almoçar ao Ferragudo umas lulas especiais. Mas nisto do vento, quem manda é o S. Pedro e para darmos a volta tivemos que cancelar o almoço. A bordo a dispensa estava também no stock mínimo, visto eu abalar no dia seguinte com “material renovado”, pelo que passaram cá uma fome…
Um bom caminheiro não se adapta muito bem ao meio aquático, pelo que o Carlos enjoou. E o Vomidrine dá sono. Vejam bem com quem eu ando metido.
A meio da soneca a Margarida abre um olho e exclama: Golfinhos!
Era verdade, 3 golfinhos, pouco amigáveis, pois não interagiram connosco, estavam ali. Estava salva a honra do passeio.

A Margarida


Dia 2 de Agosto

Regressei de Lisboa de comboio e antes da chegada da minha próxima convidada – a Margarida – ainda fui matar o vício dando uma pequena volta.
A Margarida, grande amiga e confidente da Graciete, para que ficar no Velox não constitui novidade, veio de Vila Moura. Fomos jantar um belo e bom peixe escalado antecedido de umas amêijoas.
No final do jantar metemo-nos na “barafunda” das ruas de Lagos, de grata memória para a Margarida.
Por fim viemos para bordo e conversámos, conversámos até que o sono chegou e tivemos de recolher aos nossos aposentos.
Foi uma muito gratificante troca de experiências que só a vida nos ensina…

Sunday, August 3, 2008

Os anos da Ana


Dia 1 de Agosto
Disse Byby ao Velox e resolvi ir a Lisboa.
55 anos de amizade com a família Castro, nunca interrompida, fazem de uma relação assim um dos maiores tesouros da vida.
A Ana fazia anos, um número redondo de anos. Resolveu reunir os netos, a família e os amigos. Não podia faltar.
Surpresa para uns, conivência de outros, posso garantir que foi um dos mais bem passados dias da minha vida.
Esta família, tanto nos meus momentos fáceis, como nos momentos difíceis, sempre soube dizer “presente” e de certeza que vai continuar, no futuro, a ter um papel muito importante na minha vida.

Wednesday, July 30, 2008

O Ramalho, a Leonor e os Golfinhos




Dia 30
Hoje os meus convidados foram o Ramalho e a Leonor.
Apareceram cedinho, o que permitiu uma saída para o mar a tempo de ver golfinhos.
Tomei o rumo habitual e depois de 2 horas e meia de navegação, lá estavam eles, a brincar com o Velox como eu gosto de os ver. Para a Leonor foi uma estreia que a deixou deliciada.
O regresso previa uma entrada na ria de Alvor para um eventual banho, se a água aí estivesse mais quente que cá fora – 17ºC, um horror! Mas a meio do caminho, entrou a Nortada que estava nas previsões (23 nós de vento) e alterei os objectivos – rumei a Lagos onde atracámos, petiscámos, conversámos e saímos para tomar café e eu, um gelado.
Depois de um passeio a pé pelo casco velho de Lagos, fomos jantar umas amêijoas e um peixinho que estava uma delícia.

Nos dias de nortada em Lagos


Dia 29
Nos dias de Nortada, o Velox pode ter outras finalidades do que as de navegar. Assim, hoje serviu para “retribuir” um almoço e um jantar que me foi oferecido em Sagres, em casa dos pais da Leonor.
Entrada de melão com presunto, arroz de tomate feito na altura a acompanhar umas empadas de legumes compradas na minha padaria preferida, saladinha pré feita Pingo Doce, temperada com sal e azeite, sobremesa de cerejas e doce da avó, tudo acompanhado por um tinto da Casa de Santar.
Digam lá que não tenho evoluído nesta arte de “cozinhar a bordo de um veleiro”?

Sunday, July 27, 2008

O VELOX como hotel



A Mimi e a Beatriz são amigas desde os tempos do Liceu Francês.
No tempo da Graciete, a Mimi fazia parte do grupo das “farras ocasionais”. Hoje, temos netas que se dão bem, na mesma turma dos Salesianos.
A Mimi e a Beatriz vinham de férias para Sagres hiper-atrasadas, a ponto de já ninguém lá as receber. Solução óbvia – utilizar o VELOX como hotel.
E cá se instalaram às 2 e meia da Manhã e onde dormiram até muito depois das 11.
E como o dia estava de feição, levei-as ao Vau para o passeio e banho de mar habitual, com almoço de caracóis, pastéis de massa tenra e croquetes, tudo carinhosamente trazido de Lisboa para Sagres, mas que foi oportunamente desviado para bordo do VELOX.

Wednesday, July 23, 2008

Finalmente golfinhos na costa do Algarve


Finalmente golfinhos. Muitos golfinhos.
Já estava a ficar desesperado por não os encontrar aqui na costa Algarvia.
Afinal o truque está em vir cedo para o mar.
Depois, aproveitei a brisa para uma bordada para Oeste, zona da costa que visito pouco. Talvez porque fico farto dela aquando da viagem de vinda.
Até às 15h55, altura em que o vento rondou, esteve muito calor.

Tuesday, July 22, 2008

Fomos à procura de golfinhos, mas ficámo-nos por um rico banho



Fomos à procura de golfinhos, mas ficámo-nos por um rico banho.
Meus convidados, a Ana e o João, amigos de longa data, e a Maria e o António Bonvalot, amigos dos primeiros, portanto meus amigos também.
A bordo, esperava-os uns miminhos gastronómicos, mas eles trouxeram comida que me vai dar para uma semana.
Outro dia excepcional para Lagos, com vento QB, mar chão e muito sol. Quase no final ainda deu para mais um mergulho na Ria de Alvor e para uma sesta de alguns.

Thursday, July 17, 2008

Um bom sítio para os meninos

Hoje encontrei um sítio óptimo para o Miguel trazer os meninos. É abrigado da ondulação que hoje se continuava a fazer sentir, e há por lá companhia de outros barcos e de miúdos da mesma idade – é dentro da ria de Alvor, logo após a entrada, à esquerda, depois do molhe. A profundidade é quanto basta, mas confortável, pelo menos na maré cheia.
Ancorei lá, almocei e dormi a sesta habitual. E experimentei uma novidade: o ventilador da clarabóia da proa. Básico, mas funciona (sem vento, com vento deve ser um estorvo).
Na hora da mudança da maré entrou vento. Suspendi o ferro e saí. Fiz umas bordadas simpáticas, como se pode ver no mapa detalhado.
Quando vinha a entrar na marina, ao pedir para abrir a ponte, reparei que o VHF não funcionava. Tive que pedir por gestos a respectiva abertura. Depois de amarrado, constatei que era um mau contacto na ficha do cabo que liga à antena. O spray que o Miguel tem a bordo faz milagres. Já está tudo a funcionar


Wednesday, July 16, 2008

Os Torrados no VELOX






Hoje foi dia de visitas, que apareceram bem cedinho. Os Torrados.
Café matinal no casco velho, passagem pela padaria e pelo EchoMarché e aí vamos nós de saída, com muito pouco vento. A motor rumo ao largo para ver se o encontrava-mos, mas por fim, sem o encontrarmos, rumo à praia do Vau. A meio, lá apareceu, mas acompanhado de uma mareta que dava grande desconforto.
Ainda estive ao ferro no Vau e tomei banho, mas depois os convidados começaram a enjoar e fui para porto abrigado, frente a Ferragudo, protegido da mareta pelo molhe, onde estivemos 2 horas parados que deu para almoçar, dormir uma sesta e tomar outro banho (só eu, os convidados cortaram-se).
O regresso fez-se sempre à vela, com uma rondagem de vento súbita frente à entrada para o Alvor, mas para a qual eu estava atento.
Opinião da Fernanda
Gostei muito desta viagem de barco. Tempo maravilhoso, sol, não muito calor, até fiz uma boa soneca! Obrigada ao COMANDANTE que foi impecável
Opinião do António, escrita pela Fernanda
Penso que gostou também, apesar de não ser muito marítimo. Mas desta vez gostou apesar de se ter aproveitado a dormir muito mais que eu, mas gostou! Até à próxima

Tuesday, July 15, 2008

Lagos sem vento







Cada vez estou mais fascinado com Lagos. E se calha estar 24 horas sem vento, o que deve ser um acontecimento raro, isto torna-se um espanto!
As ruas do casco antigo transformadas em picadeiro, tal como em Espanha, estrangeiros por todo o lado, principalmente nórdicos e ainda não tive razão de queixa de nenhum restaurante, onde tenho todos os dias comido o meu peixinho.
Este foi o meu primeiro dia sem amigos. Não é que eles não andem por aí, mas resolvi descansar.
A previsão era, contra o habitual, de muito pouco vento, pelo que decidi ir andar cedo - às 10h40 larguei.
Frente a Alvor, a previsão concretizou-se. Vento nulo, mar de azeite, Velox sem velas, pelo que aproveitei para o meu primeiro banho deste ano ao largo, com água a 18,3º C e com 20 m dela por baixo.
Depois lá veio uma brisa, que aproveitei para me fazer chegar frente à praia do Vau, onde ancorei.
Almoço a bordo preparado na hora e que, devido à preguiça, se saldou por um esparguete daqueles coloridos, uma omeleta, uma maçã e um cubo de marmelada de Escarigo, tudo acompanhado por um branquinho fresquinho da Casa de Santar.
E então foi a sesta, até às 16h40!
O regresso teve que ser a motor.
São mordomias destas que eu adoro partilhar com os meus amigos.

Monday, July 14, 2008

Paulo, Luísa e meninos em Lagos








A Luísa e o Paulo estavam de férias na Manta Rota. Apesar de ser do outro lado do Algarve ousei convidá-los para virem a Lagos.
E em boa hora aceitaram o convite, pois foi um dia muito bem passado.
Compraram umas pisas pelo caminho e trouxeram-nas para bordo.
O Pedro e o Luís adoraram o VELOX.
O vento estava moderado no início e fizemos uma popa junto à costa até à Praia da Rocha. Aproveitámos a mareação calma para almoçar, mas o Pedro começou a dar indícios de enjoo. Depois fizemo-nos ao largo para podermos ficar a boiar enquanto os mais afoitos tomavam banho e o mais pequeno dormia o sono dos justos.
E aí foi a desgraça. A Luísa desceu ao salão e quando regressou baldeou o almoço ao mar. Mesmo assim, fiquei admirado, pois não ficou muito mal disposta.
Após o banho, e logo depois de retomarmos a navegação à vela, o vento cresceu e eu por, respeito aos meus convidados, arriei as velas e liguei o motor.
As opiniões dos passageiros foram:
Paulo – Experiência excelente. Primeira viagem num barco à vela. Sem motor, aprecia-se 100x a qualidade da vida no mar. Magnífico banho (apesar da temperatura da água, 16,7ºC). A companhia não podia ser melhor. Para repetir, se surgir oportunidade.
Luísa – Marinheira de terra, enjoei e ….. Mas depois, tudo correu bem, embora com um pequeno percalço a viagem correu bem e foi uma boa experiência e com uma óptima companhia. Adorei.
Luís – Gostei da viagem de barco, até fiz uma boa soneca depois de almoçar. E quando acordei, não parei um só segundo.
Pedro – Enjoei um pouco, mas depois tomei um bom banho de mar com o meu pai. A água estava um pouco fria, mas foi muito bom.

Saturday, July 12, 2008

Mais uma grande travessia








Já tinha saudades duma grande travessia…



Inicialmente não tinha a certeza de arranjar companhia. O Barreto, meu parceiro preferido destas andanças, já costuma estar na Costa Nova nesta altura. Por isso, eu teria que vir sozinho.
Para que a viagem sozinho não fosse muito desgastante, eu tinha que escolher uma janela meteorológica com condições de vento e mar mais benignas. Já desde o tempo da Praia das Avencas eu sei que isso acontece junto às luas de quarto. Por isso, a escolha do dia 10 de Julho.
Mas o Barreto estava disponível e cá viemos os dois para Lagos.



É tradição chegar a bordo de véspera para fazer os últimos preparativos e dormir a bordo no porto de início. Desta forma, ainda se poderá corrigir alguma falha da preparação da viagem sem comprometer a data da largada. E assim foi também desta vez, mas sem necessidade de correcções de última hora.



No dia 10 largámos às 6 horas da manhã, tal como previsto. Início de viagem sem vento, que nos obrigou a ir a motor até quase ao Espichel.
Mas a viagem trouxe-nos surpresas: Golfinhos, centenas de golfinhos como eu nunca tinha visto. Nem nos Açores. Parecia que o mar, na plenitude da sua calmaria, estava coalhado de famílias, mães e filhos muito jovens, uns na sua actividade que desconheço, outros a fazerem-nos a visita de cortesia habitual. E isto desde junto a Cascais até em frente ao rio Sado.
Depois do Espichel entrou vento, um vento certinho pelo través de estibordo, que nos levou a Sines sem esforço.



Em Sines, outra surpresa. Decorria a Feira Gastronómica, com montes de tendinhas cheias de petiscos e animação. Foi um fim saboroso e retemperante para a jornada.
Mas as surpresas não ficaram por aqui: Em Sines, encontramos a tripulação do Altitudes. Ele, o Tiago, foi meu colega no curso de Patrão de Alto Mar. Como era piloto da TAP, faltava a muitas aulas de modo que para recuperar as matérias perdidas, ia lá a casa estudar. Um dia, ao ver umas fotos da Costa Nova, viu no grupo das minhas netas uns miúdos que eram nem mais nem menos que os sobrinhos, filhos da cunhada Gabriela e de quem somos muito amigos.
Com ele, além da mulher e dos filhos, vinha um amigo destes. Era nem mais nem menos que um sobrinho do Barreto.
E como o destino era o mesmo, decidimos partir juntos no dia seguinte.

Alvorada como de costume às 5h45, pois a jornada é longa, e como eu já tinha previsto há meses atrás, tudo em redor era calma. Mar de azeite, vento zero, e visibilidade muito reduzida, o que me fez envergar na adriça do spy o reflector de radar.
O motor teve que cumprir a função de levar o VELOX e tiraram-se fotografias surrealistas. Voltaram a aparecer golfinhos, mas em muito menor número.
Andámos 7 horas a motor antes de entrar uma leve aragem. Aí, e porque o gasóleo já escasseava, optámos pelas velas. Depois, o vento voltou a cair e o motor voltou a ajudar. Por fim lá veio o vento, fraco até ao Cabo de S. Vicente e a partir daí a habitual bordoada que chegou aos 27 nós com picos ainda mais elevados.
O Tiago em Lagos encontrou outros amigos e fomos todos jantar juntos. 14 à mesa! Acabámos de jantar à meia-noite.
O Barreto regressou à Mami no expresso das 7h45 do dia 12 e eu como previsto, fiquei por cá a curtir as férias de reformado, sem compromissos de calendário.


Tuesday, June 24, 2008

22 Junho 2008

Após um sábado eis que surge um domingo de passeio, com paragem em frente à praia de S. Pedro. Lançamento de âncora e já está. Bóias para dentro de água e banho! Foi um dia bom sem a confusão das praias com umas sandwiches e umas bebidas para aconchegar. Foi pena algumas birras da Bé que não sabia muito bem o que queria. Felizmente passou.

Wednesday, June 11, 2008

10 de Junho

10 de Junho 2008 - Dia de Portugal
Depois de uma manhã de trabalho, a mudar fios e outras coisas ligadas a computadores e afins, ajudados pelo mano Nelson, engenheiro destas coisas, que estavam no quarto dos meninos, tudo isto para preparar a chegada do novo quartinho, lá ficámos com a tarde livre para dar uma voltinha de barco, pois estava um dia fantástico.
O Miguel foi para Cascais de combóio e levou o João com ele a fim de experimentar a viagem utilizando outro meio de transporte que não o carro. Neste, seguimos eu e a Bé, juntado-nos posteriormente na Marina de Cascais.
Já no barco, preparados para zarpar, estivemos à espera da Sofia e do Nuno e das suas meninas. Quando tudo a postos, lá seguimos para o mar, tendo ancorado mais ou menos em frente do Farol da Guia para uns mergulhos naquelas águas, não muito quentes mas refrescantes.
Depois do banho do Miguel e do João, únicos corajosos do dia, foi a vez da banhoca da Bé, mais ou menos ocorrida após uma queda meia programada, com colete, claro, mas que até correu bem. A piquena tem água nas veias, o que deixa ficar feliz a família que também sempre gostou destas coisas.
Graça Capote

Sunday, May 25, 2008

No Velox com os meninos




















Foi o nosso primeiro passeio de barco com os meninos. Não estava o dia ideal, mas serviu como uma nova experiência. Choveu, fez sol, vento de vários quadrantes, ondulação, etc. mas correu tudo bem.
No fim o João ainda fez questão de dar um mergulho na Marina agarrado à bóia na ré do barco, seguido de um banho de chuveiro de água quente para lavar e aquecer.
Após tanta azáfama deu sesta para quase todos, só faltou o Miguel.