Friday, August 8, 2008

O regresso (parte 2)


Dia 6 de Agosto

Todas as vezes que tenho feito esta etapa, tenho saído molhado ao rondar o cabo Espichel. Desta vez, resolvi inovar: passar o Espichel bem longe dele. E resultou.
Mas esta estratégia trouxe alguns problemas à minha “correspondente em terra”, que devido ao meu afastamento da costa, esteve sem comunicações até quase à minha chegada. Eu também me esqueci de lhe referenciar que em casos destes há sempre a possibilidade do recurso ao serviço de “Lisboa Rádio”, que nos põe em contacto via VHF. Também não quis recorrer a este serviço, não fossem os preparativos da ligação lhe pregarem um valente susto.
O início da jornada foi sem vento e, contrariamente à antevéspera, com pouca ondulação. Vim a motor até às 10h56, altura que entrou vento, que foi subindo e rondando até estabilizar nos 14 nós, pelo que vim no primeiro rize quase o tempo todo.
Ao passar a barra Sul de Lisboa, as cenas habituais de quase não ter espaço para a transpor. Um comboio de 3 grandes navios a tapar a passagem, que teve que andar por ali precisamente na altura em que eu queria passar.
A influência da corrente do rio a desregular as velas e a fazer perder rendimento é outro fenómeno habitual a que já estou habituado. E por fim, a nortada rija quando se chega às portas da marina.
Jornada de novo pródiga em avistamento de golfinhos, que desta vez não tiveram direito nem a fotos nem a filme. Preferi observa-los. Assinalei o local e a hora destes encontros no mapa. De notar, que o último avistamento teve lugar mesmo à chegada à marina, quando eu já andava a pôr as defensas.
Às 19h47 estava amarrado na Marina de Cascais, depois dum mês de férias em que naveguei 474,3 milhas, das quais fiz 50,1 horas a motor e em que partilhei o VELOX com imensos amigos.

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