Em Agosto de 2009 o Velox ficou parado!
Outras viagens aconteceram, desta feita sobre carris.
Foi uma grande aventura, cerca de 9 mil quilómetros, em que o Patrão Lopes percorreu meio mundo.Tiraram-se cerca de 1900 fotos, mas para os apressados, compus este pequeno clip de 2 minutos. Aqui fica o testemunho para recordar.
Wednesday, October 7, 2009
Tuesday, April 14, 2009
De 29-10-2008 a 11-11-2008 - Manutenção anual
Altura da manutenção anual. Desta vez foi escolhido o estaleiro da Amora do Engº Felisberto tendo como intermediário o Sr. Jorge Rainha, que fez questão de acompanhar o Velox na sua viagem de Cascais até à Amora.
O regresso, foi ‘por conta própria’, tendo a Teresa “aguentado” ao leme desde o estaleiro até à saída (início, para quem vem do mar) do canal do Barreiro.


O regresso, foi ‘por conta própria’, tendo a Teresa “aguentado” ao leme desde o estaleiro até à saída (início, para quem vem do mar) do canal do Barreiro.


Monday, April 13, 2009
Em 05-10-2008
Foram nossos convidados a Isabel e o João. Eu e a Teresa ainda tomámos banho ao largo da praia da Rainha.
A continuação
Depois do meu regresso em solitário do Algarve, muitas coisas se passaram, tantas, que nem deu para actualizar este “Diário de Bordo”.
Estive 3 semanas no Canadá a andar a pé nas Montanhas Rochosas, andei a “matar saudades” do “Norte” e muitas coisas mais aconteceram que não cabem aqui nestas linhas.
Agora que a meteorologia vai permitindo regressar devagarinho às actividades, achei por bem recuperar o atraso a que a preguiça me arrastou, relembrando o que foi o Velox ao longo desta ausência.
Em 30-09-2008
Passeio curto, 7.8 nM, com água ainda a poder ser usada para tomar banho.
Em 04-10-2008
A Teresa já entra e sai da marina com o VELOX


Monday, August 11, 2008
O último episódio
No dia da chegada, fui jantar ao Skiper, simpático bar na marina de Cascais. E claro, que já não me apeteceu ir a casa. Fiquei no Velox nas arrumações e a curtir as memórias destas férias.



No dia seguinte fui a casa de comboio buscar o carro. Mas ao chegar esperava-me uma surpresa: Tinha a casa cheia de bichos – um pouco maiores do que pulgas, mas a cobrir o chão e os tectos de todas as divisões, mesmo na varanda da cozinha, do lado de fora.
Recurso de emergência ao Baygon e regressei para bordo, não chateado, mas para aproveitar a continuação inesperada duma estadia que vinha sendo gratificante.
Recurso de emergência ao Baygon e regressei para bordo, não chateado, mas para aproveitar a continuação inesperada duma estadia que vinha sendo gratificante.

Só por volta das 15 horas do dia seguinte é que consegui abandonar o Velox. Confesso que nunca uma separação assim me custou tanto…
Friday, August 8, 2008
O regresso (parte 2)

Dia 6 de Agosto
Todas as vezes que tenho feito esta etapa, tenho saído molhado ao rondar o cabo Espichel. Desta vez, resolvi inovar: passar o Espichel bem longe dele. E resultou.
Mas esta estratégia trouxe alguns problemas à minha “correspondente em terra”, que devido ao meu afastamento da costa, esteve sem comunicações até quase à minha chegada. Eu também me esqueci de lhe referenciar que em casos destes há sempre a possibilidade do recurso ao serviço de “Lisboa Rádio”, que nos põe em contacto via VHF. Também não quis recorrer a este serviço, não fossem os preparativos da ligação lhe pregarem um valente susto.
O início da jornada foi sem vento e, contrariamente à antevéspera, com pouca ondulação. Vim a motor até às 10h56, altura que entrou vento, que foi subindo e rondando até estabilizar nos 14 nós, pelo que vim no primeiro rize quase o tempo todo.
Ao passar a barra Sul de Lisboa, as cenas habituais de quase não ter espaço para a transpor. Um comboio de 3 grandes navios a tapar a passagem, que teve que andar por ali precisamente na altura em que eu queria passar.
A influência da corrente do rio a desregular as velas e a fazer perder rendimento é outro fenómeno habitual a que já estou habituado. E por fim, a nortada rija quando se chega às portas da marina.
Jornada de novo pródiga em avistamento de golfinhos, que desta vez não tiveram direito nem a fotos nem a filme. Preferi observa-los. Assinalei o local e a hora destes encontros no mapa. De notar, que o último avistamento teve lugar mesmo à chegada à marina, quando eu já andava a pôr as defensas.
Todas as vezes que tenho feito esta etapa, tenho saído molhado ao rondar o cabo Espichel. Desta vez, resolvi inovar: passar o Espichel bem longe dele. E resultou.
Mas esta estratégia trouxe alguns problemas à minha “correspondente em terra”, que devido ao meu afastamento da costa, esteve sem comunicações até quase à minha chegada. Eu também me esqueci de lhe referenciar que em casos destes há sempre a possibilidade do recurso ao serviço de “Lisboa Rádio”, que nos põe em contacto via VHF. Também não quis recorrer a este serviço, não fossem os preparativos da ligação lhe pregarem um valente susto.
O início da jornada foi sem vento e, contrariamente à antevéspera, com pouca ondulação. Vim a motor até às 10h56, altura que entrou vento, que foi subindo e rondando até estabilizar nos 14 nós, pelo que vim no primeiro rize quase o tempo todo.
Ao passar a barra Sul de Lisboa, as cenas habituais de quase não ter espaço para a transpor. Um comboio de 3 grandes navios a tapar a passagem, que teve que andar por ali precisamente na altura em que eu queria passar.
A influência da corrente do rio a desregular as velas e a fazer perder rendimento é outro fenómeno habitual a que já estou habituado. E por fim, a nortada rija quando se chega às portas da marina.
Jornada de novo pródiga em avistamento de golfinhos, que desta vez não tiveram direito nem a fotos nem a filme. Preferi observa-los. Assinalei o local e a hora destes encontros no mapa. De notar, que o último avistamento teve lugar mesmo à chegada à marina, quando eu já andava a pôr as defensas.
Às 19h47 estava amarrado na Marina de Cascais, depois dum mês de férias em que naveguei 474,3 milhas, das quais fiz 50,1 horas a motor e em que partilhei o VELOX com imensos amigos.
Thursday, August 7, 2008
O regresso (parte 1)

Dia 4 de Agosto
A data de 4 para o meu regresso tinha sido escolhida há bastante tempo. Subir a Costa Vicentina no verão pode ser tarefa dura. A nortada que fustiga a zona e que provoca vaga, pode tornar a tarefa de navegar para Norte complicada.
Há anos que uso um algoritmo que não me tem deixado ficar mal: Depois da lua nova, no dia em que a maré na ria de Aveiro, junto à Costa Nova, está cheia perto das 19 horas, costumam estar reunidas as condições para ter bom tempo com vento fraco. Assim escolhi o 4 de Agosto e apesar dos valores não abonatórios das previsões a longo prazo dos especialistas meteorológicos, mantive a data. Com o decorrer dos dias estes mesmos especialistas foram chegando à minha conclusão.
A data de 4 para o meu regresso tinha sido escolhida há bastante tempo. Subir a Costa Vicentina no verão pode ser tarefa dura. A nortada que fustiga a zona e que provoca vaga, pode tornar a tarefa de navegar para Norte complicada.
Há anos que uso um algoritmo que não me tem deixado ficar mal: Depois da lua nova, no dia em que a maré na ria de Aveiro, junto à Costa Nova, está cheia perto das 19 horas, costumam estar reunidas as condições para ter bom tempo com vento fraco. Assim escolhi o 4 de Agosto e apesar dos valores não abonatórios das previsões a longo prazo dos especialistas meteorológicos, mantive a data. Com o decorrer dos dias estes mesmos especialistas foram chegando à minha conclusão.
A opção de fazer essa mesma costa de noite, é uma solução já testada e que se tem mostrado válida, uma vez que de noite o vento tem tendência a acalmar.
A opção de vir sozinho resultou de vários condicionalismos. A bordo, como equipa, terá que vir alguém que adivinhe os nossos pensamentos. Estão nestas condições o Miguel, o Barreto e o Nuno. Todos eles, nesta altura estavam indisponíveis. Ainda quiseram arranjar-me um casalinho novo, amantes das motos de água mas que nunca tinham andado à vela, que eu liminarmente recusei face ao exposto. Seria um estorvo em vez de uma ajuda.
Por outro lado, eu estava suficientemente “amarinado” depois destes dias todos a bordo e andar sozinho tem sido o que tenho feito toda a vida, pelo que tal etapa não me fazia confusão. Conheço bem o barco, sei dar nós atrás das costas, movimento-me bem a bordo, não enjoo, e a regulação das velas, mesmo na plena escuridão da noite, faço-o pelo ouvido e por saber onde estão as coisas. E foi o caso, pois tive que içar e arrear as velas várias vezes, incluindo o rizar, que tudo fiz direitinho sem pressas nem atrapalhações
A opção de vir sozinho resultou de vários condicionalismos. A bordo, como equipa, terá que vir alguém que adivinhe os nossos pensamentos. Estão nestas condições o Miguel, o Barreto e o Nuno. Todos eles, nesta altura estavam indisponíveis. Ainda quiseram arranjar-me um casalinho novo, amantes das motos de água mas que nunca tinham andado à vela, que eu liminarmente recusei face ao exposto. Seria um estorvo em vez de uma ajuda.
Por outro lado, eu estava suficientemente “amarinado” depois destes dias todos a bordo e andar sozinho tem sido o que tenho feito toda a vida, pelo que tal etapa não me fazia confusão. Conheço bem o barco, sei dar nós atrás das costas, movimento-me bem a bordo, não enjoo, e a regulação das velas, mesmo na plena escuridão da noite, faço-o pelo ouvido e por saber onde estão as coisas. E foi o caso, pois tive que içar e arrear as velas várias vezes, incluindo o rizar, que tudo fiz direitinho sem pressas nem atrapalhações
Mas eu não vinha sozinho a bordo.
Em primeiro lugar, vinha comigo “o preto”, computador dedicado, que através de uma panóplia de instrumentos comunica comigo e que toma conta do leme entre outras coisas;
Depois, o “Roca Control”, sistema de vigilância do tráfego marítimo, a funcionar desde Janeiro e que me vinha a monitorar desde a Ponta da Piedade, que me perdeu junto a S. Vicente, talvez porque não tivesse percebido que aí passei a andar à vela e como tal abandonei a rota directa para Sines. Voltou a contactar-me e tudo ficou esclarecido e fiquei de novo sob vigilância;
Os meus “correspondentes em terra”, com uma especial referência para a Teresa, impecável na sua função, e que até às quatro e meia da manhã me contactou para saber como iam as coisas a bordo a essa hora;
O “dispositivo de homem morto”, que de meia em meia hora me pedia a confirmação de que eu ia acordado;
O firmamento, totalmente estrelado e sem lua, com uma via láctea como há muito não via e onde contei 3 estrelas cadentes. Tal profusão era suficiente para me iluminar o caminho e tudo o resto a bordo;
E por fim a Antena 2.
Uma novidade para mim: A partir das 4 da manhã fui surpreendido por um fenómeno de que já tinha ouvido falar, mas que nunca tinha vivido. Numa noite impecável parecia-me que já estava mesmo a chegar a Sines. As chaminés da Petrogal e da EDP quase ali, as luzes do Porto de Sines, o casario bem recortado, os barcos ancorados no exterior do porto todos iluminados, os tanques de combustível, tudo ali à mão de semear. Mas os instrumentos davam-me junto a Vila Nova de Mil Fontes, portanto, bastante longe ainda. E a costa aqui tão perto que me fez fazer um bordo para o mar por questões de precaução. Com a chegada da manhã e da claridade do dia, tudo foi de repente parar ao seu devido lugar tendo inclusivamente deixado de ver as casas de Sines.
Numa noite limpa, sem neblina nem humidade, as velas a trabalhar tiveram uma função desconcertante: Condensavam água, que escorria por elas abaixo caindo como chuva no convés como se fosse uma noite de inverno. Tudo ficou molhado e peganhento. Só a mangueirada em Sines resolveu o problema.
Em resumo:
Larguei de Lagos às 11h10 do dia 4.
De Lagos a Sagres, vento zero e mar de azeite. Fui a motor.
De Sagres a S. Vivente, a bordoada do costume, com vento pelos 25 nós e mar cavado. Continuei a motor.
Depois de S. Vicente, o vento passou para valores razoáveis. Passei a andar à vela. Mas o mar estava desagradável: vaga curta e de 2,5 m, um pouco desencontrada – ideal para quem tem tendência a enjoar.
Um pouco acima de Aljezur, à meia-noite e vinte e três, o vento desapareceu. Passei de novo ao motor e recolhi as velas.
Às 4 e 13 da manhã voltou o vento e passei de novo à vela.
Às 8h34 o vento desapareceu outra vez e fui a motor até Sines.
Às 10h16 estava a meter gasóleo no cais do combustível (o novo concessionário deste serviço queria à viva força que eu metesse gasolina sem chumbo 95, pois tinha baralhado as mangueiras. Foi uma sorte eu ter recusado meter gasóleo com uma ponteira verde).
Às 10h21 estava amarrado.
Lavado o barco, tomei um banho e fui dormir. Acordei com o telemóvel. Eram os Torrados, que convenci a aparecerem para um bate papo e para jantarmos juntos pelas tasquinhas da Av. Vasco da Gama, já minhas conhecidas. Aceitaram de bom grado e foi um bom fim de jornada.
Tuesday, August 5, 2008
O VELOX também pode ser “uma seca”


Dia 3 de Agosto
Largámos cerca das 10 horas. Em Portimão esperava-nos o meu amigo, ex aluno de umas graças de vela que eu contei em 2002 no Clube e hoje meu fiscal das contas, Carlos Góis.
O Objectivo era darmos uma volta e ir almoçar ao Ferragudo umas lulas especiais. Mas nisto do vento, quem manda é o S. Pedro e para darmos a volta tivemos que cancelar o almoço. A bordo a dispensa estava também no stock mínimo, visto eu abalar no dia seguinte com “material renovado”, pelo que passaram cá uma fome…
Um bom caminheiro não se adapta muito bem ao meio aquático, pelo que o Carlos enjoou. E o Vomidrine dá sono. Vejam bem com quem eu ando metido.
A meio da soneca a Margarida abre um olho e exclama: Golfinhos!
Era verdade, 3 golfinhos, pouco amigáveis, pois não interagiram connosco, estavam ali. Estava salva a honra do passeio.
Largámos cerca das 10 horas. Em Portimão esperava-nos o meu amigo, ex aluno de umas graças de vela que eu contei em 2002 no Clube e hoje meu fiscal das contas, Carlos Góis.
O Objectivo era darmos uma volta e ir almoçar ao Ferragudo umas lulas especiais. Mas nisto do vento, quem manda é o S. Pedro e para darmos a volta tivemos que cancelar o almoço. A bordo a dispensa estava também no stock mínimo, visto eu abalar no dia seguinte com “material renovado”, pelo que passaram cá uma fome…
Um bom caminheiro não se adapta muito bem ao meio aquático, pelo que o Carlos enjoou. E o Vomidrine dá sono. Vejam bem com quem eu ando metido.
A meio da soneca a Margarida abre um olho e exclama: Golfinhos!
Era verdade, 3 golfinhos, pouco amigáveis, pois não interagiram connosco, estavam ali. Estava salva a honra do passeio.
A Margarida

Dia 2 de Agosto
Regressei de Lisboa de comboio e antes da chegada da minha próxima convidada – a Margarida – ainda fui matar o vício dando uma pequena volta.
A Margarida, grande amiga e confidente da Graciete, para que ficar no Velox não constitui novidade, veio de Vila Moura. Fomos jantar um belo e bom peixe escalado antecedido de umas amêijoas.
No final do jantar metemo-nos na “barafunda” das ruas de Lagos, de grata memória para a Margarida.
Por fim viemos para bordo e conversámos, conversámos até que o sono chegou e tivemos de recolher aos nossos aposentos.
Foi uma muito gratificante troca de experiências que só a vida nos ensina…
Regressei de Lisboa de comboio e antes da chegada da minha próxima convidada – a Margarida – ainda fui matar o vício dando uma pequena volta.
A Margarida, grande amiga e confidente da Graciete, para que ficar no Velox não constitui novidade, veio de Vila Moura. Fomos jantar um belo e bom peixe escalado antecedido de umas amêijoas.
No final do jantar metemo-nos na “barafunda” das ruas de Lagos, de grata memória para a Margarida.
Por fim viemos para bordo e conversámos, conversámos até que o sono chegou e tivemos de recolher aos nossos aposentos.
Foi uma muito gratificante troca de experiências que só a vida nos ensina…
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