Wednesday, July 30, 2008

O Ramalho, a Leonor e os Golfinhos




Dia 30
Hoje os meus convidados foram o Ramalho e a Leonor.
Apareceram cedinho, o que permitiu uma saída para o mar a tempo de ver golfinhos.
Tomei o rumo habitual e depois de 2 horas e meia de navegação, lá estavam eles, a brincar com o Velox como eu gosto de os ver. Para a Leonor foi uma estreia que a deixou deliciada.
O regresso previa uma entrada na ria de Alvor para um eventual banho, se a água aí estivesse mais quente que cá fora – 17ºC, um horror! Mas a meio do caminho, entrou a Nortada que estava nas previsões (23 nós de vento) e alterei os objectivos – rumei a Lagos onde atracámos, petiscámos, conversámos e saímos para tomar café e eu, um gelado.
Depois de um passeio a pé pelo casco velho de Lagos, fomos jantar umas amêijoas e um peixinho que estava uma delícia.

Nos dias de nortada em Lagos


Dia 29
Nos dias de Nortada, o Velox pode ter outras finalidades do que as de navegar. Assim, hoje serviu para “retribuir” um almoço e um jantar que me foi oferecido em Sagres, em casa dos pais da Leonor.
Entrada de melão com presunto, arroz de tomate feito na altura a acompanhar umas empadas de legumes compradas na minha padaria preferida, saladinha pré feita Pingo Doce, temperada com sal e azeite, sobremesa de cerejas e doce da avó, tudo acompanhado por um tinto da Casa de Santar.
Digam lá que não tenho evoluído nesta arte de “cozinhar a bordo de um veleiro”?

Sunday, July 27, 2008

O VELOX como hotel



A Mimi e a Beatriz são amigas desde os tempos do Liceu Francês.
No tempo da Graciete, a Mimi fazia parte do grupo das “farras ocasionais”. Hoje, temos netas que se dão bem, na mesma turma dos Salesianos.
A Mimi e a Beatriz vinham de férias para Sagres hiper-atrasadas, a ponto de já ninguém lá as receber. Solução óbvia – utilizar o VELOX como hotel.
E cá se instalaram às 2 e meia da Manhã e onde dormiram até muito depois das 11.
E como o dia estava de feição, levei-as ao Vau para o passeio e banho de mar habitual, com almoço de caracóis, pastéis de massa tenra e croquetes, tudo carinhosamente trazido de Lisboa para Sagres, mas que foi oportunamente desviado para bordo do VELOX.

Wednesday, July 23, 2008

Finalmente golfinhos na costa do Algarve


Finalmente golfinhos. Muitos golfinhos.
Já estava a ficar desesperado por não os encontrar aqui na costa Algarvia.
Afinal o truque está em vir cedo para o mar.
Depois, aproveitei a brisa para uma bordada para Oeste, zona da costa que visito pouco. Talvez porque fico farto dela aquando da viagem de vinda.
Até às 15h55, altura em que o vento rondou, esteve muito calor.

Tuesday, July 22, 2008

Fomos à procura de golfinhos, mas ficámo-nos por um rico banho



Fomos à procura de golfinhos, mas ficámo-nos por um rico banho.
Meus convidados, a Ana e o João, amigos de longa data, e a Maria e o António Bonvalot, amigos dos primeiros, portanto meus amigos também.
A bordo, esperava-os uns miminhos gastronómicos, mas eles trouxeram comida que me vai dar para uma semana.
Outro dia excepcional para Lagos, com vento QB, mar chão e muito sol. Quase no final ainda deu para mais um mergulho na Ria de Alvor e para uma sesta de alguns.

Thursday, July 17, 2008

Um bom sítio para os meninos

Hoje encontrei um sítio óptimo para o Miguel trazer os meninos. É abrigado da ondulação que hoje se continuava a fazer sentir, e há por lá companhia de outros barcos e de miúdos da mesma idade – é dentro da ria de Alvor, logo após a entrada, à esquerda, depois do molhe. A profundidade é quanto basta, mas confortável, pelo menos na maré cheia.
Ancorei lá, almocei e dormi a sesta habitual. E experimentei uma novidade: o ventilador da clarabóia da proa. Básico, mas funciona (sem vento, com vento deve ser um estorvo).
Na hora da mudança da maré entrou vento. Suspendi o ferro e saí. Fiz umas bordadas simpáticas, como se pode ver no mapa detalhado.
Quando vinha a entrar na marina, ao pedir para abrir a ponte, reparei que o VHF não funcionava. Tive que pedir por gestos a respectiva abertura. Depois de amarrado, constatei que era um mau contacto na ficha do cabo que liga à antena. O spray que o Miguel tem a bordo faz milagres. Já está tudo a funcionar


Wednesday, July 16, 2008

Os Torrados no VELOX






Hoje foi dia de visitas, que apareceram bem cedinho. Os Torrados.
Café matinal no casco velho, passagem pela padaria e pelo EchoMarché e aí vamos nós de saída, com muito pouco vento. A motor rumo ao largo para ver se o encontrava-mos, mas por fim, sem o encontrarmos, rumo à praia do Vau. A meio, lá apareceu, mas acompanhado de uma mareta que dava grande desconforto.
Ainda estive ao ferro no Vau e tomei banho, mas depois os convidados começaram a enjoar e fui para porto abrigado, frente a Ferragudo, protegido da mareta pelo molhe, onde estivemos 2 horas parados que deu para almoçar, dormir uma sesta e tomar outro banho (só eu, os convidados cortaram-se).
O regresso fez-se sempre à vela, com uma rondagem de vento súbita frente à entrada para o Alvor, mas para a qual eu estava atento.
Opinião da Fernanda
Gostei muito desta viagem de barco. Tempo maravilhoso, sol, não muito calor, até fiz uma boa soneca! Obrigada ao COMANDANTE que foi impecável
Opinião do António, escrita pela Fernanda
Penso que gostou também, apesar de não ser muito marítimo. Mas desta vez gostou apesar de se ter aproveitado a dormir muito mais que eu, mas gostou! Até à próxima

Tuesday, July 15, 2008

Lagos sem vento







Cada vez estou mais fascinado com Lagos. E se calha estar 24 horas sem vento, o que deve ser um acontecimento raro, isto torna-se um espanto!
As ruas do casco antigo transformadas em picadeiro, tal como em Espanha, estrangeiros por todo o lado, principalmente nórdicos e ainda não tive razão de queixa de nenhum restaurante, onde tenho todos os dias comido o meu peixinho.
Este foi o meu primeiro dia sem amigos. Não é que eles não andem por aí, mas resolvi descansar.
A previsão era, contra o habitual, de muito pouco vento, pelo que decidi ir andar cedo - às 10h40 larguei.
Frente a Alvor, a previsão concretizou-se. Vento nulo, mar de azeite, Velox sem velas, pelo que aproveitei para o meu primeiro banho deste ano ao largo, com água a 18,3º C e com 20 m dela por baixo.
Depois lá veio uma brisa, que aproveitei para me fazer chegar frente à praia do Vau, onde ancorei.
Almoço a bordo preparado na hora e que, devido à preguiça, se saldou por um esparguete daqueles coloridos, uma omeleta, uma maçã e um cubo de marmelada de Escarigo, tudo acompanhado por um branquinho fresquinho da Casa de Santar.
E então foi a sesta, até às 16h40!
O regresso teve que ser a motor.
São mordomias destas que eu adoro partilhar com os meus amigos.

Monday, July 14, 2008

Paulo, Luísa e meninos em Lagos








A Luísa e o Paulo estavam de férias na Manta Rota. Apesar de ser do outro lado do Algarve ousei convidá-los para virem a Lagos.
E em boa hora aceitaram o convite, pois foi um dia muito bem passado.
Compraram umas pisas pelo caminho e trouxeram-nas para bordo.
O Pedro e o Luís adoraram o VELOX.
O vento estava moderado no início e fizemos uma popa junto à costa até à Praia da Rocha. Aproveitámos a mareação calma para almoçar, mas o Pedro começou a dar indícios de enjoo. Depois fizemo-nos ao largo para podermos ficar a boiar enquanto os mais afoitos tomavam banho e o mais pequeno dormia o sono dos justos.
E aí foi a desgraça. A Luísa desceu ao salão e quando regressou baldeou o almoço ao mar. Mesmo assim, fiquei admirado, pois não ficou muito mal disposta.
Após o banho, e logo depois de retomarmos a navegação à vela, o vento cresceu e eu por, respeito aos meus convidados, arriei as velas e liguei o motor.
As opiniões dos passageiros foram:
Paulo – Experiência excelente. Primeira viagem num barco à vela. Sem motor, aprecia-se 100x a qualidade da vida no mar. Magnífico banho (apesar da temperatura da água, 16,7ºC). A companhia não podia ser melhor. Para repetir, se surgir oportunidade.
Luísa – Marinheira de terra, enjoei e ….. Mas depois, tudo correu bem, embora com um pequeno percalço a viagem correu bem e foi uma boa experiência e com uma óptima companhia. Adorei.
Luís – Gostei da viagem de barco, até fiz uma boa soneca depois de almoçar. E quando acordei, não parei um só segundo.
Pedro – Enjoei um pouco, mas depois tomei um bom banho de mar com o meu pai. A água estava um pouco fria, mas foi muito bom.

Saturday, July 12, 2008

Mais uma grande travessia








Já tinha saudades duma grande travessia…



Inicialmente não tinha a certeza de arranjar companhia. O Barreto, meu parceiro preferido destas andanças, já costuma estar na Costa Nova nesta altura. Por isso, eu teria que vir sozinho.
Para que a viagem sozinho não fosse muito desgastante, eu tinha que escolher uma janela meteorológica com condições de vento e mar mais benignas. Já desde o tempo da Praia das Avencas eu sei que isso acontece junto às luas de quarto. Por isso, a escolha do dia 10 de Julho.
Mas o Barreto estava disponível e cá viemos os dois para Lagos.



É tradição chegar a bordo de véspera para fazer os últimos preparativos e dormir a bordo no porto de início. Desta forma, ainda se poderá corrigir alguma falha da preparação da viagem sem comprometer a data da largada. E assim foi também desta vez, mas sem necessidade de correcções de última hora.



No dia 10 largámos às 6 horas da manhã, tal como previsto. Início de viagem sem vento, que nos obrigou a ir a motor até quase ao Espichel.
Mas a viagem trouxe-nos surpresas: Golfinhos, centenas de golfinhos como eu nunca tinha visto. Nem nos Açores. Parecia que o mar, na plenitude da sua calmaria, estava coalhado de famílias, mães e filhos muito jovens, uns na sua actividade que desconheço, outros a fazerem-nos a visita de cortesia habitual. E isto desde junto a Cascais até em frente ao rio Sado.
Depois do Espichel entrou vento, um vento certinho pelo través de estibordo, que nos levou a Sines sem esforço.



Em Sines, outra surpresa. Decorria a Feira Gastronómica, com montes de tendinhas cheias de petiscos e animação. Foi um fim saboroso e retemperante para a jornada.
Mas as surpresas não ficaram por aqui: Em Sines, encontramos a tripulação do Altitudes. Ele, o Tiago, foi meu colega no curso de Patrão de Alto Mar. Como era piloto da TAP, faltava a muitas aulas de modo que para recuperar as matérias perdidas, ia lá a casa estudar. Um dia, ao ver umas fotos da Costa Nova, viu no grupo das minhas netas uns miúdos que eram nem mais nem menos que os sobrinhos, filhos da cunhada Gabriela e de quem somos muito amigos.
Com ele, além da mulher e dos filhos, vinha um amigo destes. Era nem mais nem menos que um sobrinho do Barreto.
E como o destino era o mesmo, decidimos partir juntos no dia seguinte.

Alvorada como de costume às 5h45, pois a jornada é longa, e como eu já tinha previsto há meses atrás, tudo em redor era calma. Mar de azeite, vento zero, e visibilidade muito reduzida, o que me fez envergar na adriça do spy o reflector de radar.
O motor teve que cumprir a função de levar o VELOX e tiraram-se fotografias surrealistas. Voltaram a aparecer golfinhos, mas em muito menor número.
Andámos 7 horas a motor antes de entrar uma leve aragem. Aí, e porque o gasóleo já escasseava, optámos pelas velas. Depois, o vento voltou a cair e o motor voltou a ajudar. Por fim lá veio o vento, fraco até ao Cabo de S. Vicente e a partir daí a habitual bordoada que chegou aos 27 nós com picos ainda mais elevados.
O Tiago em Lagos encontrou outros amigos e fomos todos jantar juntos. 14 à mesa! Acabámos de jantar à meia-noite.
O Barreto regressou à Mami no expresso das 7h45 do dia 12 e eu como previsto, fiquei por cá a curtir as férias de reformado, sem compromissos de calendário.